Um coração solitário que vive em um eterno conflito entre sentimentos
Não se sabe qual é o mais sagaz, qual ganhará, apenas lutam
Um dia o amor triunfa perante o ódio ou a tristeza
E no outro dia, o amor é derrotado e mutilado pelos outros.
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Uma luta que é eterna enquanto há vida neste coração
Enquanto seus batimentos são frequentes, a batalha também.
O fim não está longe, porém não tão perto quanto queria.
E esses sentimentos são tão confusos que chegam a doer.
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O vento leva para longe o suave deslize das folhas de primavera.
Ao passar do tempo se repousam ao corpo de sua mãe, e morrem.
Se a vida deixa os corpos, os sentimentos vão juntos ao vento.
E encontram abrigo e carinho em uma toca seca na árvore de inverno.
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Aqui não há esse desaparecimento, apenas uma eterna luta.
O amor tenta convencer os outros sentimentos que há um acordo.
Acordo? Eles são que nem humanos medíocres, que vivem por eles.
E não medem esforços para que sua vontade seja feita a todo custo.
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Por isso os humanos são tão podres.
Não são feitos de sentimentos nobres como os anjos,
Vivem uma vida onde essa luta é constante, e os machuca
E assim, descontam essa dor em outros humanos, que sofrem calados.
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Sendo a rosa o objeto de amenização, os descendentes devem agir,
E rapidamente devem fazer algo para amenizar essa desgraça
Se não a besta há de agir, e se alimentar da carne fresca e podre,
E do sangue humano embeber a sua alma.
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Essa alma impura e sombria, que cultua a morte,
Não deve se alimentar mais de almas humanas,
Deve ser entregue para a morte, e lá ser queimada eternamente,
E liberar os humanos de pelo menos essa desgraça.
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Que os anjos toquem a mais bela melodia anunciando a chegada dos descendentes!
Que eles sejam bem recebidos, e transmitam a boa energia para os humanos,
E iluminem os caminhos deles para que possam viver melhor,
Das belas mãos plantem uma rosa neste jardim sem vida.
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Ensinem os humanos a beleza da natureza e do cultivo.
Que nos seus jardins saiam as mais belas rosas, que iluminarão suas vidas.
Que cultivem essas rosas como se fossem suas vidas.
E que desse cultivo, a sua eterna luta seja apaziguada.
Ao passar dos anos você deixou a vida te moldar
E ela te molda de um jeito péssimo, você não tem vida.
Você tem uma sociedade te controlando, uma marionete de todos.
E com um pesar imenso no seu coração, que te mata a cada dia.
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Apenas deixa a vida fluir, a cada dia ela circula pelo seu corpo e vai deixando.
Sendo perdido em casa passagem pelas suas veias. Apenas flui
E sua esperança de vida vai embora. E os olhos da besta brilham ao ver seu sofrimento
Na espera do seu impuro, porém saboroso, sangue vermelho quente.
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Deixe as lágrimas escorrerem pelo seu rosto para limpar sua alma
Os anjos cantarão uma doce e tenra melodia pela sua alma, que limpará todos os males.
E o brilho singelo de seus olhos voltará à vida. E você terá um sorriso eterno.
Mas só poderá ter esses sentimentos singelos de novo quando aceitar a melodia.
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Entrando pelo seu coração, ela chegará ao máximo, e você terá vida novamente.
Aceite os descendentes das Rosas te ajudando, e pare de chorar pela sua realidade.
Que é desgraçadamente a sua, e só sua, realidade, uma vida sem lutas.
E agora com pesares que não param de te matar. Lentamente tiram a sua vida.
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Nós queremos apenas te ajudar, ensinar que ser uma marionete é horrível.
O amor lhe salvará, e as rosas te darão o suporte e as forças necessárias.
Elas iluminarão seu coração, e a Lua seus olhos. Um sorriso veremos em seu rosto
Que agora não tem mais essa feição triste e robótica. Agora temos amor.
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Seu jardim será tão belo quanto de qualquer outro descendente das Rosas.
Iremos lhe ensinar todas as técnicas, e a mais bela Rosa de todas irá nascer.
Aos poucos, com seu amor, você cuidará dela, ira dar tudo que ela precisa.
E como a vida flui, ela crescerá e dará forças a você viver.
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Em pouco tempo era será a mais bela de sua vida. A sua flor. Seu motivo de vida.
Quando esse dia chegar, sua máxima chegará, e você irá saber que chegou o momento.
Poderá subir nos palácios divinos, junto com os outros descendentes das Rosas.
E tecer a mais bela melodia de sua vida, iluminando outros malditos como você foi.
Mas hoje sua alma fora salva, e você tem tudo que muitos desejam.
Então deixe esse seu sorriso no rosto eternamente. Seja bem vindo novo descende!
“Não tema a escuridão, você apenas tem medo porque acredita no escuro
Acredita que a besta está na espreita pronta para lhe torturar
Arrancar impetuosamente a triste verdade de seu coração tingido
E se deliciar com sua carne fresca e com seu sangue, um banquete para tal monstro.”
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A tristeza que percorre seu sangue é o prelúdio dos seus medos e preocupações
Apenas uma vez em sua vida esqueça tudo, e siga em frente. Ame, não deixe para depois
Humanos, quando irão aprender que o medo só atrai as piores coisas do mundo?
Por isso que os anjos choram, pois sabem que os humanos não conseguem mudar.
E os descendentes das rosas apenas cantam, um coro pesaroso e triste.
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Humanos, levantem-se e comecem a caminhar em busca de perdão, em busca da vida
Não devem ficar parados esperando que os Anjos desçam dos céus para te trazer alegrias
Vocês devem se erguer da tristeza que é a vida de vocês e seguir em diante nessa estrada
E absolutamente nunca desistirem. Pois quando vocês desistirem de vez
A besta estará na espreita para estraçalhar seu corpo.
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Ela apenas quer a alma de vocês. Estripar o corpo de vocês, e se deleitar vagarosamente
Da sua dor, enquanto sua cara se contorce de dor, a besta urra de prazer
Ela vive por isso, vive para fazer isso e ter o prazer de tomar sangue dos humanos
E vocês deixam isso acontecer na maior naturalidade, vocês perdem suas almas
E não fazer nada, absolutamente nada.
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Por isso os anjos choram, e os descendentes das Rosas almejam um local nos palácios divinos
Vocês não aprendem a lição, não sabem que não se deve viver a vida assim
Às vias de cada noite, vocês não fazem nada para ilumina-las, vocês apenas vivem
Medíocres vidas, sem um único brilho nos olhos e um sorriso no coração
Não sabem que o brilho de viver é a única esperança contra os males.
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Então vivam, aprendam isso, ouçam os descendentes das Rosas,
Eles sabem o que dizem, sabem como combater os males do mundo, e brilhar
Devam votos de emoção a eles, muitos dos quais deram sua vida por vocês
Humanos simples, que muitos não sabem agradecer, e ainda se acham no direito de viver
Triste é ver que vocês vivem, e não cultivam pelo menos um singelo jardim de flores
Não querem nem ao menos o doce cheiro das flores pela manha, nem a beleza delas
Querem apenas viver vidas simplórias e monótonas.
Tudo bem, que os descendentes das Rosas voltem para seus aposentos,
Voltem aos cultivos de suas belas Rosas, e deixem os humanos nas suas vidas medíocres.
Um dia a besta virá visita-los,e nesse dia elas desejarão a piedade dos descendentes das Rosas.
São os pesares que transformaram a sociedade e os humanos nas máquinas de hoje,
vivendo vidas que são manipuladas, e a falta de liberdade de expressão é doloroso,
eles vivem em um ciclo de vida que nem sempre é o anseio de sua alma,
o anseio de quem quer ser feliz e viver uma vida com um belo sorriso no rosto
e um brilho na alma.
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E se um dia alguém disser que podem, e mesmo assim o medo o dominar, eles hesitarão.
Ontem o anseio de ter uma vida melhor foi levado com a brisa do vento vindo do oceano,
esse oceano simplesmente arrastou tudo que a alma cultivara em vários anos,
levou tudo para aonde eles não podem mais pegar, tão longe que seu coração não chega fácil.
Com lágrimas de tristeza, seu dia era colorido.
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Pegando um pincel, eles podem tentar o traço da vida breve e feliz,
que nem sempre é fácil de ser alcançado, pois a muito foi perdido na sociedade.
Uma sociedade que ditou as regras, e trouxe consequências pesarosas para as famílias,
no manto que cobre o corpo uma brisa forte bate no corpo, e ricocheteado no rosto
é soprado para longe, mas leva consigo o ultimo do sorriso dos humanos.
Os colocam num circulo que não conseguirão escapar tão cedo,
correndo para longe, eles avistam uma floresta tingida de um cinza mórbido,
tão triste que os olhos se enchem de lágrimas com o que veem, e o verde foi perdido.
O cinza triste é o presságio da onda fúnebre que chega à floresta,
o ceifar das almas começa, um suicídio de emoções, e de vidas…
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O demônio está sedento por almas, e a besta por sangue, o jogo começa.
A cada passo que dão, não sabem o que os aguarda, apenas caminham,
esperando algo que possa ser bom, ou digno de um sorriso singelo.
Mas tudo o que observam é que o cinza começa a ser tingido
por um vermelho sangue impuro.
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Tudo é muito rápido, de repente corpos caindo no chão,
besta e demônio felizes com o que estão vendo, se deliciando com tudo,
esses quase descendentes das rosas pereceram por acreditar em sentimentos tristes e reais.
Mas como deve ser feito, acreditaram até o final de suas vidas que o amor os salvaria.
Porém forem pegos pelo ódio, que foi maior que o amor.
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Mortes não são em vão nesse mundo, os descendentes das rosas sabem disso
Os anjos, nossos aliados, estão prontos para nos ajudar nessa noite densa.
Afinal, o que seria dos humanos sem o amor que temos por eles?
Mesmo alguns humanos não merecendo muito isso…
Um voo rasante rasga o céu cinza em cima da floresta, uma pena é fincada no chão
E dá cor e vida à floresta, que renasce das cinzas e volta a ser bela,
Os descendentes das rosas entoam um coro magnífico, que faz lágrimas caírem
A besta e o demônio sabem que não podem contra nós, e fogem com medo,
Deixando o rastro putrefeito de sua maligna aparição, que será apagado com o tempo
E na penumbra da noite somem, deixando um sorriso no rosto dos humanos.
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Nós, os descendentes das rosas, nunca deixaremos que o amor verdadeiro sucumba.
Afinal, que o círculo vicioso de suicídios seja extinto, e que voltemos a viver em paz.
Não desejamos a qualquer humano o que aqueles bravos humanos passaram
agora, eles estão aqui, do nosso lado, em nossos palácios divinos, entoando uma melodia
e plantando mais Rosas nos belos jardins divinos, embelezando os jardins que cultivamos.
Invisível mas presente, eles podem saber tudo.
Observando sempre, são capazes de saber quando tudo está bem
E quando tudo está indo de mal a pior.
E a cada dia, a repulsa pelos seres humanos é maior.
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Eles não entendem o que fizeram de errado.
Ensinaram-nos o cultivo dos nossos jardins, e os sentimentos
A cada dia que eles estavam presentes estavam sempre nos ajudando
Mas de repente, os humanos foram ficando podres.
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Tão podres, que eles foram embora, e formaram uma nova sociedade nos palácios divinos.
São chamados de Descendentes das rosas, os mais belos humanos e anjos.
E agora, nesse dia nublado e triste.
Eles choram, choram muito, e tentam purificar nossas almas e caminho.
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Mas é em vão, o ser humano está envolto por uma aura de maldade e tristeza.
Uma aura que entristecem eles, e deixa os humanos sujos
Com olhos negros, sem sentimentos
E corações de pedra.
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Os Anjos não sabem mais o que faz, numa tentativa desesperada de salvar os humanos
Eles colocaram no mundo as mais belas rosas nos mais diferentes jardins
Mostrando que a beleza está em poucas coisas
Ou em algumas palavras, mas tudo em vão.
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Os Anjos querem se libertar dessa tristeza que é ver os humanos sofrendo
Sofrendo e não sabendo, eles se amarguram vendo que eles estão bem
Ou fingem que estão bem, mesmo não estando na maioria das vezes.
Pois os humanos sabem mentir muito bem, e como.
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Os humanos conseguem esconder seus sentimentos, e vestir uma roupa falsa
Que por fora diz “Estamos bem, muito bem”
E por dentro apenas diz “Quero sair dessa vida miserável, de tristezas e infelicidades.”
Porém, não temos muito que fazer, o que podíamos, já fizemos.
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Nós ensinamos a todos os mais nobres atos, as mais belas técnicas.
Como usar o sentimento de forma singela, única e bela
A usar a música para encantar, e as mãos para tocar e transformar em belo
A usar a vida da forma mais bela a cada dia.
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Entretanto, foi tudo em vão, os humanos não souberam aproveitar
Os que souberam, foram acolhidos nos palácios divinos, e mantidos aqui sob novo nome
Os Descendentes das rosas ficaram felizes ao viver aqui, pois podiam sorrir e ser feliz
Diferente dos humanos na Terra.
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Agora, sua imagem perturba nossos olhos
Sua respiração é fétida como o inferno
Vocês são apenas o que poucos seres ridículos desejaram que todos fossem
Nada contra foi feito.
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Agora vivam com isso, e sejam infelizes
Ou morra, a besta irá adorar ter mais pessoas para esquartejar e pendurar como troféus
E libertar todos desse marasmo e mar de tristeza, sem nenhuma emoção
Terão a morte como final, e não continuarão poluindo o mundo.
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Assim as rosas poderão viver mais alegres e muito mais belas
E os Descendentes das rosas poderão tomar o mundo como seu novo lar.
Que embelezam meu jardim
Brilham na luz do luar
Refletem a beleza da luz das estrelas
E o Brilho da noite
Reflete a aurora no orvalho das rosas
E é tingido pelo orvalho luminoso
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Em meu jardim formam a combinação perfeita de sentimentos
Tingem o que não tem cor
O Contraste com as flores é belo, de todas as espécies
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Capaz de colorir um triste jardim
Dar vida a ele, em uma belíssima combinação
Reflete a luz do sol, iluminando as rosas
Entre outras plantas
Da vida a elas, mesmo na sombra do dia
E respinga a suave chuva de final de tarde
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Em uma minúscula pedra, um mar de emoções
Que fora colocado por anjos para embelezar o Jardim
E a nossa triste vida
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Se as pedras representam seu gélido coração
As pedras brancas mostram que nem todas são gélidas
Possuem sentimentos guardados nas minúsculas cadeias
Fortemente entrelaçadas e juntas
Como eu e você deveríamos ser, um só
Mas o destino transformou-nos em pedras
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Coberta pela neve, ela reflete as tristezas do nosso destino
Afinal guarda contigo também tristeza
Mesmo nós sendo descendentes das rosas, aprendemos a cultivar pedras.
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Cultivando-as, seremos capazes de termos mais belos jardins
Mais belos do que apenas com o verde e vermelho
Tingido por belíssimas cores, colorimos o mundo
No entanto, os descendentes das rosas estão agora com um belo sorriso
No meio de pedras
Nasce uma linda rosa branca.
Você alimenta um falso sorriso no rosto
Onde engana a todos, menos a si mesmo
Não se cansa, sempre assim, às sombras dos outros
Com seu sorriso falso, com medo
Brinca com a mente, joga jogos cruéis, os domina
As noites são belas, iluminadas pela beleza da lua e das estrelas
Mas os seus pesadelos dominam a noite, e transformam-na em algo terrível
Infeliz, seu rosto está todo molhado, com suor de medo
Medo de seus pesadelos tornarem realidade
De que a realidade sejam seus pesadelos
Brinque com os outros, com singelos e falsos gestos, com palavras incompreensíveis
Não há outra escapatória, você é desse jeito
Em sua vida não há felicidade verdadeira, junto com seu falso sorriso vêm tudo de ruim
Sua inocência perdida há muito tempo, se encontra jogada no mundo
Hoje você por dentro não passa de um humano medíocre, simples, e que segue as regras
Não é feliz, é um robô, extremamente frio e infeliz
Seu deus não ouve mais você, suas orações pedindo perdão e salvação não são atendidas
O seu deus não se importa mais, se você morrer não fará diferença
Mas não desejamos isso, não podemos desejar a morte para ninguém
Suba as escadas até tentar chegar a algum lugar, suba muito
E muito longe você chegará, aos poucos cairá, seu corpo será destroçado pelo cansaço
Mas suba as escadas na escuridão, e aguarde o cavaleiro negro, com seu escudo de rosa
Na ponta das escadas, ele lhe trará sua única salvação, aquela que seu deus recusou
Ainda acreditamos nos humanos, mesmo a cada dia eles nos decepcionando mais
Sua salvação estará ali, junto com o cavaleiro negro, que de longe veio para cá
Traz a sua salvação, e apunhala seu coração e o faz sangrar.
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“Sangre muito humano
Sua salvação estará nisso, tire esse sangue impuro das suas veias
Jogue ele no chão, e lave-o com suas lágrimas
Faça sua alma chorar para lhe purificar,
Seu novo sangue estará pronto assim que você terminar
Não ficará cicatriz, só a alegria de perder essa maldição
Seu sangue impuro será perdido no mundo,
E sua inocência, será traga de volta.”
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Diante de tais palavras, um sorriso digno aparecerá em seu rosto,
Não sentirá mais tristeza, poderá se libertar deste manto negro que envolve seu corpo
Pode assumir seus belos trajes, sua vida está de volta
E agora, você pode viver uma vida digna, digna de um sorriso no rosto sempre
Não sucumba às tentações dos humanos normais, você agora tem outros objetivos
Você é um descendente das rosas, e a felicidade é sua maior aliada
Sorria Humano, sua vida foi salva!
Seja bem vindo, mais novo descendente das rosas!
Os sinos tocam, e deus não sabe mais o que faz
Os humanos estremecem ao passo que a besta ressurge
Trazendo consigo pavor, medo, e sofrimento
Não sabem o que fazem, correm pelas sombras
Para algum lugar que possam ficar a salvos,
Porém, esse lugar não existe, uma besta onipresente.
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Sabe tudo, e todos, sabe qual sangue quer
Qual sangue irá tingir a neve entre seus pés.
A neve branca, outrora dos céus, agora será tingida
Pelo sangue impuro dos humanos.
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A besta sedenta por sangue despertou, e está onde menos esperamos
Quer sangue, almas, quer se sentir viva
Matando, dilacerando, estripando humanos podres por dentro
Não farão falta na sociedade
Apenas tingirão a neve de um vermelho profundo de dor
Tão profundo que será confundido com as trevas dos corações.
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E a besta, com um sorriso no rosto, despertou
Corre vivaz pelos campos, destruindo tudo
Trazendo a escuridão e o coro dos malditos para anunciar sua chegada
A cada passo, um temor no coração dos humanos por perto.
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Não tem escapatória, sirvam à Besta, e dêem o sangue, para uma morte sem dor
Se não, a foice maldita percorrerá seu corpo, pelas sombras cortará sua pele
Irreconhecível, sumirá dos olhos dos outros, numa escuridão profunda
A Besta está satisfeita
Há muitos humanos malditos para se alimentar, muitos
Sangues impuros e fétidos, da qual o seu desejo é insano.
Leva-os para os piores lugares
Empilha suas cabeças em sua coleção,
Seu coração é dado às outras bestas menores, tão sedentas por sangue como ela
Besta sagaz, desperta nos humanos um ódio profundo.
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Mas nada podem fazer, o coro dos malditos anuncia a morte
E a ceifada da morte paira pela sua cabeça
Morte e Besta, cúmplices nesse jogo da morte, se divertem à custa dos humanos
Não fujam humanos, essa é a sina de vocês, estão colhendo o que merecem
Nenhum deus que vocês cultuam pode ajudar vocês nessas horas
Não resiste, e entregue seu sangue e corpo à Besta, e sinta o sopro gélido da Morte.
À muito tempo, expulsos de nossa sociedade
Vivem num mundo excluído de muitos
Em nossa maneira tentamos sobreviver à esse caótico mundo
Tão perturbado que chega a nos incomodar
Humanos vivem como zumbis em sua sociedade,
São escritas regras, das quais eles cumprem veemente
Não se importamos, e nem queremos saber quais são essas regras.
Um mundo onde tudo é reprimido, e apenas o ódio e a dor são compreendidos
Amor? Não existe.
Compaixão? Tão pouco.
Humanos, estão felizes com isso?
Garanto que suas atitudes de outrora que tornaram seu mundo assim
Um mundo nojento, inescrupuloso, e fétido.
Onde bons sentimentos são reprimidos, e tão reprimidos que praticamente sumirão
Numa noite escura, poucos lembram disso.
Hoje, eles vivem, ou tentam viver, mas desejam a morte.
O sopro gélido e mortal da morte, levando eles para lugares menos tristes.
Humanos, o mundo onde vocês vivem são apenas molde de suas atitudes
Não peçam para esfaquearmos seu coração, e tingir sua dor num vermelho profundo
Não acontecerá nada disso. No entanto, uma melodia pesarosa será tocada
E a vida de vocês, mais triste ainda, tão triste que nem conseguirão morrer.
Viverão nesse inferno vivo, pela eternidade.
Não desejam a morte, sua família não pode os ouvir, estão sofrendo em outro lugar
Nem mesmo a Morte deseja suas almas. Só de poucos
Os que ainda residem os sentimentos puros e nobres dos anjos e humanos de outrora.
Esses sentimentos, que ainda restam, mas são oprimidos
São trancafiados em portões proibidos, dentro do coração de vocês.
Não tenham medo, digam o que sentem.
Sintam o amor de novo em seu corpo, e em seu coração
Sintam o seu sangue quente correndo pelo seu corpo,
E regando cada parte de seu corpo com esse sentimento.
Sem medo, sem dor, o objeto sagrado que vocês estavam procurando
Vocês encontrarão, ao invés de sacrifícios, virá a felicidade.
Mesmo que repentina, não será reprimida.
Humanos, a sociedade da qual vocês vivem, são molde do que vocês eram.
Não sejam esses humanos medíocres, sujos, podres e fétidos que vocês são
Se libertem do seu maculado casulo,
Que será purificado pelos anjos
E pelos anjos, será dada a benção para a sua nova vida
Uma nova vida marcada pela alegria, pelo amor
Humanos, se unem, formem o coro dos renegados, sejam felizes,
Cantem a sua musica, e tinjam o mundo com a bela cor do amor, e da felicidade
Humanos, sejam bem vindos!
Ou melhor, sejam bem vindos, novos descendentes das rosas!
O quebrar das ondas soa triste em meus ouvidos
O som que outrora era belo, agora entristece meu coração
Há de vir, e há de ir!
Vens belo, e some triste, triste como as nuvens que cobre o céu azul
E o colorem em um azul profundo, num azul tingido de dor…
Como nas canções que os sábios diziam,
Temos que libertar nosso coração da dor
E tingi-lo de vermelho celestial.
Vermelho como as rosas,
as rosas das quais somos descendentes.
E usarmos a alegria delas, para embelezarmos o nosso vasto oceano
Oceano de emoções, de vida.
Libertar-nos e te encontrar
As canções que os anjos ecoam dos palácios divinos devem chegar aos mares
E trocar o triste quebrar das ondas por algo belo
Uma canção divina, que traga alegria para os nossos corações
E não a dor da qual vivemos
O meu Eu deve ser expulso desse oceano de dor, e sobreviver a dor
e poder cantar belamente, encantando corações alheios,
ou o seu coração.
O meu Eu deve ser expulso desse oceano de dor, e se libertar
poder voar pelos céus, e ver o mundo de outros olhos
e cultivar em seu jardim as mais belas Rosas que os humanos nunca viram.
O meu Eu deve ser expulso desse oceano de dor, mas quando?
Quando chegará a hora de viver alegremente, sem o medo, e a solidão?
Até quando viveremos nessa onda de sentimentos? Não.
Não devemos mais, devemos se libertar
O meu Eu deve ser expulso já! E assim, alcançar os palácios divinos
Aprenderá as melodias mais belas
Será sábio no cultivo das mais belas rosas
Mas para que várias?
Se a única que eu quero é você, e não consigo te cultivar
no ir e vir das ondas, você se perde, e eu não consigo te segurar.
E no vir das ondas, você chegou aos meus braços,
E no ir, você fora levada, até quando?
Volte, apenas isso.